Jornal Estado de Minas Portal UAI Equipe IBRRA Gestante e Carnaval Dr Juliano Scheffer
Tábita Martins - Estado de Minas
Publicação: 14/02/2012 16:54 Atualização: 14/02/2012 17:04
O médico Juliano Sheffer, especialista em reprodução humana e diretor científico do Instituto Brasileiro de Reprodução, respondeu as principais perguntas feitas pelas gestantes nesta época do ano.
Estou grávida, posso viajar?
Não orientamos a viagem nos primeiros três meses por haver risco de aborto e nem nos últimos dois, por risco de parto pré-maturo. Toda gestante tem que ter em mente que durante os nove meses precisa estar sem lugares com acesso rápido a um hospital e um médico de apoio e se a viagem for longa pode ser difícil encontrar um ponto de apoio caso haja necessidade ou algum problema.
Posso pular ou dançar durante a folia?
A maioria das gestações é considerada de baixo risco, por isso não existem contra-indicações. No entanto, há dois riscos para estes casos. Como o sitema respiratório da mulher é modificado por causa do tamanho da barriga ela pode sentir falta de ar e precisa parar imediatamente para evitar problemas cardiovasculares. O outro risco é que a mulher tem que evitar o traumatismo abdominal, que pode ocorrer com colisões e choques em outras pessoas.
Posso ter relações sexuais?
Não há contra-indicações para o sexo. Mas para alguns casos especificos é necessário evitar, como mulheres com placenta baixa ou com sinais de sangramento. As gestantes solteiras também devem se prevenir e fazer uso da camisinha, pois doenças sexualemente transmissíveis, como Aids ou sífilis podem ser transmitidas também ao feto.
Quais são as principais recomendações dos médicos?
-Quando a mulher está grávida a tendência é o aparecimento de manchas, por isso o uso do filtro solar é muito importante.
-Se for viajar é importante fazer pequenas paradas, pois longas viagens sem pausas podem causar trombose e varizes
-Evitar casas de parentes e amigos que tenham cachorros ou gatos se a gestante é suscetível a toxoplasmose, pois a doença acarreta aborto e o nascimento de fetos mal formados.
http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/carnaval/2012/02/14/noticias_internas_carnaval,278015/especialista-explica-cuidados-que-mamaes-devem-ter-no-carnaval.shtml
Confira a entrevista do Dr Juliano Scheffer na Revista 7 Dias
http://www.escala.com.br/7dias.asp
Equipe IBRRA – Parabéns!!!!! Sonho realizado
Realização de um sonho – IBRRA
Diário de Pernambuco Doação de Gametas Dr Juliano Scheffer
Leia a matéria no Diário de Pernambuco
Mulheres têm procurado doação de óvulos como alternativa para engravidar!!!
http://www.pernambuco.com/diversao/nota.asp?materia=20111223102509
Thais de Luna
Publicação: 04/01/2012 04:00
Então, há cerca de quatro anos, surgiu a oportunidade de ela engravidar a partir da doação de óvulos. “Eu não sabia se ficava feliz ou com medo. Passei várias semanas sem ter coragem de ir ao médico saber mais sobre o procedimento, porque não estava preparada para isso”, admite. Quando conseguiu seguir em frente com o projeto de ter um bebê, teve acompanhamento psicológico para lidar com as novas informações, o que foi de grande ajuda.
“Quando engravidei, não passou pela minha cabeça ou pela do meu marido ‘esse óvulo veio de outra pessoa, por isso a criança não é minha’. Foi apenas a doação de alguém que me ajudou a ter minha filha e completar minha vida”, assegura. Luma ressalta que a menina, hoje com 3 anos, é um pedaço dela. “Afinal, fui eu quem a carregou no corpo durante nove meses. Fui eu quem sentiu tudo.” A autônoma, que é muito religiosa, destaca que agradece a Deus todos os dias pelo presente de Natal que ganhou a partir da ajuda de outra mulher.
O marido de Luma, o aposentado Pedro*, de 63, foi quem lhe deu a ideia de procurar um tratamento de fertilização. “Ouvi um anúncio no rádio e resolvi seguir minha intuição. Falei com minha mulher para procurarmos a clínica sobre a qual comentavam na emissora”, relata. Pedro garante que, para ele, nunca houve dúvidas ou questionamentos em relação a ter uma filha que seria gerada a partir do óvulo de outra mulher. “Os médicos nos explicaram toda a situação com muita clareza. Para mim já era mais fácil aceitar, porque o espermatozoide que formaria o embrião seria meu. Minha função foi mais apoiar minha esposa nesse momento de compreender se ela ia querer se submeter ao procedimento”, conta. Ele comemora os resultados positivos de toda essa história. “Nossa filha é uma criança maravilhosa. É um presente nas nossas vidas.”
Uma dor comum A história de Luma é apenas uma entre tantas ao redor do mundo, de mulheres que desejam ser mães mas, por algum problema com os próprios gametas, precisam recorrer aos óvulos doados por outra pessoa para realizar esse sonho. É só pensar na personagem Esther, interpretada por Júlia Lemmertz na novela Fina Estampa. Segundo o diretor científico do Instituto Brasileiro de Reprodução Humana Assistida (Ibrra), o mineiro Juliano Scheffer, cerca de 15% dos tratamentos em clínicas de reprodução humana assistida são devido à doação de óvulos. “A receptora é a mulher que não tem óvulos, seja porque entrou na menopausa na idade normal ou precocemente, seja por prevenção de uma anomalia genética; porque já retirou o ovário; ou porque teve câncer e, depois de ter sido submetida a químio ou a radioterapia, o ovário não funciona mais”, descreve.
O especialista em reprodução humana Vinicius Medina Lopes, de Brasília, explica que o médico seleciona a doadora com base em uma lista de critérios. “Entre eles estão cor dos olhos, cor e textura do cabelo, cor da pele, tipagem sanguínea, biótipo, altura e peso”, enumera. Scheffer complementa que o tipo sanguíneo é importante porque se o filho fizer testes de sangue verá que é igual ao da mãe. O diretor científico do Ibrra diz que embora o bebê não seja geneticamente da receptora, ele tem características físicas parecidas com as dela. “Além disso, na ciência, não temos definição clara de se a mãe é quem forneceu os gametas, quem gerou o bebê ou quem o educou”, comenta.
Vinivius Lopes avalia que o preconceito sobre a doação de óvulos diminuiu muito nos últimos anos. “As receptoras já encaram o caso de forma diferente, aceitam a indicação de usar óvulos de outra mulher de maneira mais tranquila”, diz. “Ao lhes indicar a doação de óvulos, o impacto emocional é grande, mas, ao explicar que esse procedimento é rotineiro – já que as mulheres decidem ficar grávidas cada vez mais tarde –, elas ficam mais calmas.” Ele acrescenta que é importante que doadoras, receptoras e seus respectivos companheiros sejam acompanhados por um psicólogo no período em que vão decidir se pretendem seguir com todo o processo.
“O profissional vai detectar se há algum tipo de conflito sobre a concepção e o feto em si. Há pacientes que têm ideias irreais sobre o filho. Também existem as que querem que os genes da família sejam perpetuados e, por isso, pedem que uma irmã doe os óvulos. Como o processo é anônimo, esse tipo de coisa não pode ocorrer”, informa. Lopes adverte que se a futura mãe não compreender todo o processo claramente, pode rejeitar a criança, do ponto de vista emocional.
Troca A atendente administrativa Patrícia*, de 28 anos, chegou a uma clínica de reprodução assistida porque queria fazer uma FIV, já que tinha tido gravidez tubária duas vezes, nas quais perdeu os bebês e as duas trompas. “Não tinha condições financeiras para me submeter ao procedimento. Então, meu médico me falou sobre esse programa de doação compartilhada, em que eu doaria alguns óvulos meus e outros seriam fertilizados para que eu pudesse engravidar, tornando o tratamento mais barato”, lembra. A jovem achou a ideia muito interessante. “Gostei muito da possibilidade de ajudar uma pessoa que não tem condições de ovular.”
“Tive que passar por atendimento psicológico, para avaliar se a doação estava esclarecida para mim. A orientação psicológica é necessária porque o óvulo é meu, o DNA é meu. Tem doadoras que piram com isso, pensam ‘meu filho sendo criado por outra pessoa’. Eu não pensei assim. Li muito sobre o assunto, me informei e achei tudo muito natural”, revela. Patrícia conta que não tem curiosidade de saber se os óvulos que doou se tornaram embriões, além de não querer conhecer a criança que ajudou a nascer, caso um dia saiba que ela exista. “Nem procuro pensar nisso. Na verdade, só fico feliz ao pensar que posso ter ajudado alguém a realizar um sonho. Não podemos ser egoístas neste mundo”, ensina. Atualmente, a atendente administrativa está grávida de dois meses, por FIV. Ela acrescenta que o marido também aprova a atitude de ela ter doado parte de seus gametas.
Para ser doadora, Vinicius Lopes afirma que a mulher deve ter entre 18 e 35 anos, passar por uma série de exames a fim de comprovar que não tem doenças transmissíveis e ter grande quantidade de óvulos com boa qualidade (veja infografia). Juliano Scheffer pondera que apesar de todas as avaliações pelas quais a doadora passa não é possível determinar se ela transmitirá algumas doenças genéticas para a criança, já que nem todo o DNA humano foi mapeado. A fim de evitar casos como o incesto acidental entre meios-irmãos e meias-irmãs, os óvulos da doadora só podem dar origem a um menino e uma menina para cada 1 milhão de habitantes.
IBRRA 2012 FELIZ ANO NOVO
A EQUIPE IBRRA DESEJA A TODOS UM FELIZ ANO NOVO, REPLETO DE CONQUISTAS E REALIZAÇÕES.
QUE SEUS SONHOS SE CONCRETIZEM!!!!!
Então, há mais ou menos quatro anos, surgiu a oportunidade de ela engravidar a partir da ovodoação. “Eu não sabia se ficava feliz ou com medo. Passei várias semanas sem ter coragem de ir ao médico saber mais sobre o procedimento, porque eu não estava preparada para isso”, admite. Quando conseguiu seguir em frente com o projeto de ter um bebê, teve acompanhamento psicológico para lidar com as novas informações.
O acompanhamento foi de grande ajuda. “Quando engravidei, não passou pela minha cabeça ou pela do meu marido: ‘Esse óvulo veio de outra pessoa, por isso a criança não é minha’. Foi apenas a doação de alguém que me ajudou a ter minha filha e completar minha vida”, assegura. Luma ressalta que a menina, hoje com 3 anos, é um pedaço dela. “Afinal, fui em quem a carregou no corpo durante nove meses. Fui eu quem senti tudo.” A autônoma, que é muito religiosa, destaca que agradece a Deus todos os dias pelo presente de Natal que ganhou a partir da ajuda de outra mulher.
O marido de Luma, o aposentado Pedro*, 63 anos, foi quem lhe deu a ideia de procurar um tratamento de fertilização. “Ouvi um anúncio no rádio e resolvi seguir minha intuição. Falei com minha mulher para procurarmos a clínica sobre a qual comentavam na emissora”, relata. Pedro garante que, para ele, nunca houve dúvidas ou questionamentos em relação a ter uma filha que seria gerada a partir do óvulo de outra mulher. “Os médicos nos explicaram toda a situação com muita clareza. Para mim, já era mais fácil aceitar, porque o espermatozoide que formaria o embrião seria meu. Minha função foi mais apoiar minha esposa nesse momento de compreender se ela ia querer ou não se submeter ao procedimento”, detalha. Ele comemora os resultados positivos de toda essa história. “Nossa filha é uma criança maravilhosa. É um presente nas nossas vidas.”
Uma dor comum
A história de Luma é apenas uma entre tantas ao redor do mundo de mulheres que desejam ser mães, mas, por algum problema com os próprios gametas, precisam recorrer aos óvulos doados por outra pessoa para realizar esse sonho. É só pensar na personagem Esther, interpretada por Julia Lemmertz na novela Fina Estampa. Segundo o diretor científico do Instituto Brasileiro de Reprodução Humana Assistida (Ibrra), Juliano Scheffer, de Minas Gerais, cerca de 15% dos tratamentos em clínicas de reprodução humana assistida são devido à ovodoação. “A receptora é a mulher que não tem óvulos, seja porque entrou na menopausa na idade normal ou precocemente, seja por prevenção de uma anomalia genética; porque já retirou o ovário; ou porque teve câncer e, após ter sido submetida a químio ou a radioterapia, o ovário não funciona mais”, descreve.
O especialista em reprodução humana Vinicius Medina Lopes, do Instituto Verhum, explica que o médico seleciona quem é a doadora com base em uma lista de critérios. “Entre eles, estão cor dos olhos, cor e textura do cabelo, cor da pele, tipagem sanguínea, biótipo, altura e peso”, enumera. Scheffer complementa que a questão do tipo sanguíneo é importante porque, se o filho fizer testes de sangue, verá que é igual ao da mãe. O diretor científico do Ibrra diz que, embora o bebê não seja geneticamente da receptora, ele tem características físicas parecidas com a dela. “Além disso, na ciência, não temos definição clara de se a mãe é quem forneceu os gametas, quem gerou o bebê ou quem o educou”, comenta.
Lopes avalia que o preconceito sobre a doação diminuiu muito nos últimos anos. “As receptoras já encaram o caso de forma diferente, aceitam a indicação de usar óvulos de outra mulher de maneira mais tranquila”, explica. “Ao lhes indicar a ovodoação, o impacto emocional é grande, mas, ao explicar que esse procedimento é rotineiro — já que as mulheres decidem ficar grávidas cada vez mais tarde —, elas ficam mais calmas.” Ele acrescenta que é importante que doadoras, receptoras e seus respectivos companheiros frequentem um psicólogo no período em que vão decidir se pretendem ou não seguir com todo o processo. “O profissional vai detectar se há algum tipo de conflito sobre a concepção e o feto em si. Há pacientes que têm ideias irreais sobre o filho. Também existem as que querem que os genes da família sejam perpetuados e, por isso, pedem para que uma irmã doe os óvulos. Como o processo é anônimo, esse tipo de coisa não pode acontecer”, determina. O especialista em reprodução humana adverte que, se a futura mãe não compreender todo o processo claramente, pode rejeitar a criança, do ponto de vista emocional.
Troca
A atendente administrativa Patrícia*, 28 anos, chegou a uma clínica de reprodução assistida porque queria fazer uma FIV, já que tinha tido gravidez tubária duas vezes, nas quais perdeu o bebê e as duas trompas. “Eu não tinha condições financeiras para me submeter ao procedimento. Então, meu médico me falou sobre esse programa de ovodoação compartilhada, em que eu doaria alguns óvulos meus e outros seriam fertilizados para que eu pudesse engravidar, tornando o tratamento mais barato”, lembra. A jovem achou a ideia muito interessante. “Gostei muito da possibilidade de ajudar uma pessoa que não tem condições de ovular”, empolga-se.
“Tive que passar por atendimento psicológico, para avaliar se essa questão da doação estava esclarecida para mim. A orientação psicológica é necessária porque o óvulo é meu, o DNA é meu. Tem doadoras que piram com isso, pensam ‘meu filho sendo criado por outra pessoa’. Eu não pensei assim. Li muito sobre o assunto, me informei e achei tudo muito natural”, revela. Patrícia conta que não tem curiosidade de saber se os óvulos que doou se tornaram embriões, além de não querer conhecer a criança que ajudou a nascer, caso um dia saiba que ela exista. “Nem procuro pensar nisso. Na verdade, só fico feliz ao pensar que posso ter ajudado alguém a realizar um sonho. Não podemos ser egoístas neste mundo”, ensina. Atualmente, a atendente administrativa está grávida de aproximadamente dois meses, por FIV. Ela completa que o marido também aprova a atitude de ela ter doado parte de seus gametas.
Para ser doadora, Lopes afirma que a mulher deve ter entre 18 e 35 anos, passar por uma série de exames a fim de comprovar que não tem doenças transmissíveis e ter grande quantidade de óvulos com boa qualidade (veja infografia). Scheffer pondera que, apesar de todas as avaliações pelas quais a doadora passa, não é possível determinar se ela transmitirá algumas doenças genéticas para a criança, já que nem todo o DNA humano foi mapeado. A fim de evitar casos como o incesto acidental entre meios-irmãos e meias-irmãs, os óvulos da doadora só podem dar origem a um menino e uma menina para cada 1 milhão de habitantes.
* Nomes fictícios a pedido dos entrevistados
Dura consequência
Atualmente, existe a chamada “conservação da fertilidade”, na qual os óvulos da paciente são retirados e congelados para que ela possa usar no futuro. Esse processo é feito principalmente em mulheres que vão se submeter a um tratamento contra câncer e pretendem ter filhos futuramente. De acordo com o diretor científico do Instituto Brasileiro de Reprodução Humana Assistida (Ibrra), Juliano Scheffer, o maior problema nessa situação é o custo do procedimento de retirada do gameta e da taxa de conservação dele, que é alto. Atualmente, estima-se que 1% dos tratamentos de FIV no Brasil são devido a essa situação.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2011/12/23/interna_ciencia_saude,283891/mulheres-tem-procurado-doacao-de-ovulos-como-alternativa-para-engravidar.shtml
FELIZ NATAL – EQUIPE IBRRA
DESEJAMOS A TODOS UM FELIZ NATAL



