Saltar para o conteúdo

Mais de 50 anos: Dr. Juliano Scheffer

Setembro 20, 2010


Menopausa tem hora
Com novo teste, mulheres podem saber, exatamente, quando acabam as regras

Por Viviane d’Avilla

Como uma calculadora. Se muitas mulheres funcionam assim desde a menarca, é possível determinar, agora, quando chega a menopausa. A novidade foi apresnetada durante o último Congresso da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), realizado em Roma. Entre as vantagens citadas pelos cientistas estão a possibildade de fazer adiar a maternidade com mais segurança, definir com mais precisão a necessidade de reposição hormonal e, principalmente, prevenir doenças. Acertar o relógio interno, no entanto, tem alto custo. Pode chegar a R$ 600.

O ginecologista e diretor científico do IBRRA (Instituto Brasileiro de Reprodução Assistida), Juliano Scheffer, um dos defensores do uso do AMH (Hormônio anti-Mulleriano), assegura que se trata de um método mais confiável que todos os métodos utilizados até agora, como a dosagem  FSH e estradiol - hormônios presentes na mulher.

O AMH está presente nos folículos ovarianos e sua quantidade serve para testar o nível de fecundidade da mulher. O resultado é obtido da combinação do exame de sangue, avaliação ultrassonográfica dos ovários, e dos sintomas clínicos. “As chances de acerto sobre a hora da chegada da menopausa superam os 90%”, afirma Scheffer.

Inicialmente utilizado para avaliar a qualidade e quantidade de gametas (reserva ovariana), o AMH foi aprovado científicamente como marcador da menopausa há pouco mais de um ano. “O AMH é um teste sanguíneo muito simples, que não necessita de jejum e pode ser feito em qualquer época do ciclo menstrual”, ressalta o ginecologista.

O teste já está disponível e sendo utilizado tanto na Europa como nos EUA. No Brasil, ainda encontra barreiras. Principalmente econômicas. Não é bancado pelo Sistema Único de Saúde, não é aceito pelos convênios médicos e o valor em clínicas particulares pode variar de R$ 200,00 a R$600,00.

A interpretação dos resultados também é um entrave à popularização do teste em território brasileiro. Os valores de referência dos laboratórios não se relacionam com uma reserva ovariana adequada. Logo, o médico é quem deverá fazer a leitura de acordo com a sua paciente.

Considerando que fatores externos e genéticos podem determinar a chegada da menopausa, os resultados tornam-se ainda mais subjetivos.“Existem os fatores externos que trazem a menopausa antes do seu tempo real, como tabagismo, má alimentação, atividade física em excesso, obesidade, cirurgias ovarianas, quimioterapia e radioterapia. E existem os fatores intrínsecos como, por exemplo, a genética. E esses fatores, associados, podem influenciar nos resultado final”, confirma Juliano.

Daí que o teste deve ser feito de acordo com a necessidade de cada paciente. “Caso a mulher queira preservar a fertilidade e congelar seus óvulos, ela deverá fazer o AMH antes dos 35 anos. Ser o planejamento é engravidar o AMH pode ser feito imediatamente para verificar quanto tempo ela tem de fertilidade. Se o objetivo for o de diagnosticar a entrada da menopausa e prevenir quanto aos sintomas e futuras doenças, o aconselhável é a dosagem do AMH ser realizado a partir dos 42 anos”, diz Sheffer.

No comments yet

Deixar uma resposta

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.